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Especialista afirma que tinta não traz prejuízos a cavalos, mas critica atitude de hípica
23/07/2018

A Sociedade Hípica de Brasília emitiu uma nota justificando a brincadeira

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com
 
Um laudo veterinário emitido pelo responsável do cavalo que foi pintado durante uma colônia de férias atesta que o animal está em bom estado. O Jornal de Brasília conversou com um especialista e ele confirmou que a tinta guache não traria problemas ao cavalo. No entanto, critica a atitude da hípica em usá-lo como um “quadro em branco”. A Sociedade Hípica de Brasília emitiu uma nota justificando a brincadeira.
 
Segundo o veterinário Raphael Zille, a tinta guache não irá desencadear lesões ao animal. “É teoricamente atóxica. É muito usada para pintura de rosto infantil, então nos animais terá o mesmo efeito. Não é prejudicial”, explica. Questionado se o cavalo poderia ter alguma reação com as crianças, como um coice, ele também nega. “Normalmente usam animais mais idosos. Como já é um animal condicionado com crianças, ele não vai criar um instinto de agressividade. Só se tivesse muita agitação, como se alguém o puxasse, batesse”, explica.
 
Para Zille, o problema foi o impacto e as reações das pessoas ao verem um animal sendo pintado. “Na própria Medicina Veterinária utilizamos a pintura de giz no animal para conhecer a anatomia. É para um fim próprio, e não simplesmente por pintar”, pondera. “Usaram como se fosse uma tela branca de pintura. A professora poderia ter tido uma orientação do veterinário responsável”, finaliza.
 
“Fora de Contexto”
 
Em nota, instituição alegou que a imagem está circulando sem o ‘devido contexto’ e afirmou repudiar ‘qualquer tipo de maus-tratos ou exploração de cavalos e éguas.
 
A Sociedade Hípica informou ainda que a tinta oferecida para a tintura do animal era atóxica e à base de água – tinta guache – e que a atividade foi idealizada junto com a pedagoga e aprovada pelo veterinário que atende os animais da escola. “Essa atividade produz efeitos positivos, pois as crianças se aproximam de forma mais natural do cavalo, e as que estão receosas perdem o medo”, alegam.
 
A nota continua dizendo que, “se abordada de maneira correta e respeitosa, a atividade é extremamente positiva tanto para as crianças, por promover uma aproximação lúdica com o cavalo, quanto para o animal, que sente a pintura como um carinho. “Importante frisar que temos ampla experiência e vivência na interpretação de sinais e linguagem emitida por cavalos e éguas, de forma que podemos afirmar que não houve ali qualquer sinal de descontentamento do animal”, enfatiza.
 
A Sociedade Hípica de Brasília garantiu que um laudo técnico atestou que a tinta é inofensiva ao cavalo. “A postagem de uma foto do cavalo à espera da ducha após a pintura, ou seja, fora de seu real contexto e sem mencionar o que estava acontecendo de fato na ocasião, não mostra o compromisso da escola com as boas práticas e o amor aos nossos animais, tampouco o carinho que o cavalo estava recebendo das crianças. Além disso, afirmando nosso compromisso com a saúde e bem estar dos animais, a escola frequentemente adota cavalos resgatados das ruas, dando-lhes cuidados não só físicos e veterinários, como afeto e carinho, vindos principalmente de nossos alunos e nossa equipe”, justificam em nota.
Fonte: Admin / Jornal de Brasilia
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